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História

No Diário de Governo de 5 de Novembro de 1835, número 261, num documento da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, de que era titular Rodrigo da Fonseca Magalhães, a Rainha D. Maria II oficializava a criação da Associação Jurídica de Braga.Clique em cima da imagem para ampliar.

O principal responsável pela fundação desta Associação - uma das primeiras sociedades de juristas criada no País, após a Revolução Liberal -, foi o Juiz de Direito da comarca de Braga, Dr. António Cardoso de Faria Pinto.

Clique aqui para ver parte da correspondência enviada pelo Dr. António Cardoso de Faria Pinto à Rainha D. Maria II.

A actividade da AJB, nos seus primeiros anos, vem referida na obra manuscrita: “Pomptuário de Memórias Notáveis da Cidade de Braga”, da autoria do Dr. Vieira Gomes.

Em 1953 a AJB foi restaurada por iniciativa dos responsáveis da revista portuguesa e brasileira, SCIENTIA IVRIDICA, que se começou a editar em Braga, em 1951, pela Livraria Cruz & Companhia.

Nesse mesmo ano de 1953, o Ministro da Educação Nacional aprovou os Estatutos da AJB. Nos termos do respectivo artigo 1.º vem referido que: “A Associação Jurídica de Braga propõe-se congregar indivíduos, instituições e sociedades, que se dediquem ao estudo, progresso e difusão da Ciência e da Cultura jurídicas”. Foi este o propósito que levou à reorganização da “velha” Associação e que ainda hoje se mantém.

In Memoriam
Professor Doutor Lúcio Craveiro da Silva (1914 – 2007)

Faleceu em Braga no dia 13 de Agosto o Professor Doutor Lúcio Craveiro da Silva, Presidente da Assembleia Geral da Associação Jurídica de Braga.

Nasceu em Tortosendo, Covilhã, em 27 de Novembro de 1914. Foi membro da Companhia de Jesus desde 1931 e Superior Provincial dos Jesuítas portugueses de 1960 a 1966.

Doutorou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia de Braga em 1951 tendo dirigido a mesma em 1952-1958; 1971-1976 e 1986-1994.

Em 1974 integrou a Comissão Instaladora da Universidade do Minho, tendo exercido o cargo de Reitor (primeiro Reitor eleito das universidades portugueses) de 1982 a 1986, sendo à data do falecimento Presidente do Conselho Cultural da mesma Universidade.

A principal área científica da sua investigação foi a Filosofia Social, Política e Económica e a História da Cultura Portuguesa publicando várias e relevantes obras literárias.

Foi Professor de Filosofia do Direito, com grande ligação aos juristas, principalmente através da sua actividade na Associação Jurídica de Braga de cujo Assembleia Geral foi Presidente desde 18 de Dezembro de 1954.

Perdemos um grande Mestre que na sua proverbial modéstia se considerava apenas um aprendiz. Só que a sua vastíssima cultura humanística aliada a uma superior inteligência; o seu agudo conhecimento das fraquezas do homem temperado pela crença da sua superação deram-lhe aquela sabedoria que marca e distingue os eleitos.

A AJB enriqueceu-se com o seu conselho amigo, prudente e avisado, com o incitamento e estímulo permanentes, transmitindo-nos sempre a ideia de que a nossa Associação era imprescindível na difusão do Direito e na articulação deste com a Vida de modo a tornar efectiva a verdadeira Justiça e solidariedade social.

O Professor Lúcio revelou sempre um carinho especial pela nossa Associação e sempre acreditou que ela cumpriria os seus fins.

Temos, pois, para com ele uma dívida enorme de gratidão e o imperativo dever de honrar a sua memória.

É o que faremos.

 

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